Conheça o kumihimo, a tradicional técnica japonesa

A empresa japonesa Domyo, em parceria com a Japan House de São Paulo, organizou a exposição “Kumihimo – A arte do trançado japonês com seda, por Domyo”. No mercado há dez gerações da mesma família, a empresa produz, artesanalmente, longos cordões de seda trançados. Essas produções podem ser usadas tanto para decorar os ambientes, como acessórios – ou o que mais a sua imaginação permitir!

Originalmente, essas tranças eram utilizadas por guerreiros samurais para que pudessem decorar suas armaduras ou, ainda, para prender as suas diversas partes. Essa técnica, durante o período Edo (1603-1867), também era muito aplicada aos cintos que as pessoas usavam para prender os quimonos, chamados de obijime.

A técnica consiste de cruzar muitos fios de seda, de diferentes cores a fim de criar padrões. Então, vários cordões são unidos para formar uma trança mais firme e brilhante. Esta podia reunir três feixes ou 140! Daí vem o seu nome: kumihimo, em tradução livre, significa “cordas trançadas”. Com o tempo, o uso desses cordões se tornou símbolo de status e, cada vez mais, artesãos de todo o país se dedicavam à técnica. No entanto, atualmente, só há registro de dez artesões de Tóquio que seguem reproduzindo-a tradicionalmente.

Na exposição da Japan House, o visitante podia acompanhar a trajetória do kumihimo ao longo dos séculos. Para isso, estão expostas três instalações, mais de 30 reproduções de peças históricas, ferramentas tradicionais e vídeos. Essa mostra é parte do projeto de itinerância da JHSP, sendo assim passou por Los Angeles, São Paulo e, em seguida, chegará a Londres.

“Para nós é muito importante poder colocar o público brasileiro em contato com esse bem cultural tão significativo do Japão e apresentar a experiência e os conhecimentos adquiridos pela empresa Domyo desde 1652. Exposições como esta reforçam a missão da Japan House São Paulo de apresentar o Japão de hoje com práticas que podem se perpetuar por séculos. Além de reiterarem nossa aproximação com base também em trançados simbólicos”

Natasha Barzaghi Geenen

Fonte e foto de capa: Kumihimo e Japan House São Paulo

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