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Um museu de plantas no Sertão

Um museu de plantas no sertão

Recentemente, o Museu do Seridó participou da Primavera de Museus. Em sua programação, concebeu e mediou uma mesa chamada Primavera nos Sertões, sobre e com alguns museus da região. A maioria já havia trabalhado conosco em outras oportunidades. Mas, em nossas pesquisas por outros pontos de memória, descobrimos um museu que não conhecíamos, o Museu de Plantas Nativas e Crioulas – MPNC, localizado no município de São José do Seridó, também no Rio Grande do Norte.

                           

O Museu foi concebido pelo geógrafo e professor Josimar Araújo de Medeiros com o intuito de, nas palavras dele mesmo, “contribuir para salvaguardar o patrimônio cultural e natural do município [São José do Seridó], bem como estimular o uso e usufruto dos bens ambientais produzidos em bases coletivas”. Sua concepção ocorreu em 2015, mas foi oficializado dois anos depois pela Lei Municipal nº399, de 31 de Maio de 2017. 

Antes do Museu, a área era objeto de conflito por diferentes intenções de uso. Alguns queriam plantar, outros queriam criar animais, por exemplo. O Museu, portanto, nasceu de uma necessidade real da comunidade de encontrar uma função para aquele terreno público. Com a criação do MPNC, o uso foi então regularizado.

Mesmo considerando o conceito ampliado e contemporâneo de museu, certamente não é unânime a classificação do MPNC, tanto pelo aspecto regulatório legal quanto pela condução do projeto. Não é objetivo deste texto dar um veredito, mas observar a potencialidade museológica contida no processo e na vontade da comunidade de preservar, de fazer parte de um projeto que cultiva plantas que não existiam mais na região. A comunidade também tem consciência que a área acaba servindo de recarga do aquífero, pois é bastante próxima do Rio São José. Além disso, o museu recebe visita de estudantes, onde aprendem sobre Geografia e Botânica, de modo prático.

É a participação ativa da comunidade que faz o museu ser vivo. Lá, é possível colher cajarana, levar mudas para plantar em seus quintais, como a Moringa: da primeira se faz suco, e da segunda, chá. Os benefícios são comentados por toda comunidade, nessa tênue fronteira entre ciência e sabedoria popular.

Autor: Tiago Tavares

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