Quem foi Mary Anning, a paleontóloga de Ammonite?

No final de 2020, lançou o filme Ammonite. A história se passa em 1840, na região de Lyme Regis, na costa da Inglaterra e acompanha Mary Anning, interpretada por Kate Winslet. Ela é uma “caçadora de fósseis”. Apesar de ter sido pioneira na descoberta de fósseis pré-históricos, trabalha sem reconhecimento. O filme é baseado em uma história real, mas se utiliza de muitas liberdades poéticas ao longo da narrativa. Então, hoje viemos te contar um pouco mais sobre quem foi a verdadeira Mary Anning.

O interesse de Mary pela paleontologia surgiu por influência do pai. Ele trabalhava como marceneiro, mas procurava fósseis na praia durante os tempos livres. A família era muito pobre e a venda dos fósseis que encontrava garantia uma renda extra para a casa. Após a morte dele, Mary e o irmão continuaram com a prática.

Em 1811, muito devido às crenças do cristianismo, acreditava-se que tinham fósseis apenas de animais que ainda existiam, e não que já haviam sido extintos. Mary, então com 12 anos, encontrou um crânio e vértebras de um animal. Depois, descobriram que se tratava do primeiro vestígio de um ictiossauro, um “peixe-lagarto” que viveu entre 248 e 65 milhões de anos atrás. Foi uma descoberta que mudaria as visões de mundo da época!

Mary Anning seguiu procurando fósseis conforme crescia. Assim, encontrou o primeiro fóssil completo de um plesiossauro, o primeiro pterossauro fora da Alemanha e muitos fósseis de Amonita. Esses, que deram origem ao nome do filme, consistem de moluscos pré-históricos com cascos espirais.

Além disso, foi Mary Anning, também, que descobriu as fezes fossilizadas, mas na época as chamava de “pedras bezoar”. Identificou que elas estavam sempre próximas ao que teria sido o abdômen dos animais e encontrou pequenos ossos e animais menores no interior das “pedras”. Atualmente, são chamadas de coprólitos e tem papel essencial para os pesquisadores entenderem a cadeia alimentar pré-histórica.

Então, ela estudou paleontologia, geologia, anatomia e ilustração científica. Vendia os fósseis que encontrava e chegou a trabalhar com Richard Owen, que cunhou o termo “dinossauro”. Apesar do pioneirismo e das descobertas de extrema importância, nunca pôde publicar seus achados com seu próprio nome e teve poucas menções de outros pesquisadores. Mary Anning não deixou filhos e nem descendentes, mas o seu legado é impressionante para o ramo da paleontologia.

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