Acessibilidade em museus: dicas para sua próxima visita

Alcançar o nível necessário de acessibilidade nos museus, tanto em seus espaços físicos quanto em suas narrativas expográficas, ainda é um desafio para muitas instituições. No entanto, é preciso transformar paradigmas, mudar atitudes, modificar estruturas e, o mais importante, estar disposto a tudo isso. Os museus são espaços de troca e, para que ela ocorra da melhor maneira possível, todas as pessoas devem poder ocupa-los. Sendo assim, separamos algumas dicas que podem tornar a sua próxima visita a um museu com um portador de deficiência mais simples.

A primeira dica é, sempre que for possível, caso vá a um museu que cobre ingresso, que o compre pela internet. Assim, você evita as filas da bilheteria e as aglomerações nesses espaços. Isso é muito importante principalmente no momento de pandemia que vivemos.

A segunda dica é se informar com o museu sobre a disponibilização, caso tenha interesse, de textos impressos em dupla leitura (Braille e ampliado), audioguias, videoguias, visitas mediadas e audiodescrições. Muitas instituições já oferecem esses serviços de acessibilidade, mas , infelizmente, isso nem sempre é explícito para o visitante. O mesmo se aplica aos objetos táteis. A Pinacoteca de São Paulo, por exemplo, possui uma galeria com doze esculturas brasileiras  táteis em bronze. Já o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, oferece uma maquete tátil do prédio para facilitar a orientação do visitante no espaço e participa do Programa de Educação, que monta uma agenda de atividades específicas para pessoas com deficiência e acompanhantes.

A terceira dica é ficar de olho nos horários de visitação especiais. Segundo a Lei 6278/2017, todos os museus e centros culturais do município do Rio de Janeiro devem oferecer um horário exclusivo para visitação de pessoas portadoras de deficiências. Vale pesquisar para descobrir se tem alguma iniciativa semelhante na sua cidade!

Que, cada vez mais, mais instituições museais incluam a acessibilidade entre as principais pautas de discussão. Todos deveriam se sentir confortáveis e seguros durante a visita, mas para que isso seja possível, deve ser uma ação conjunta. Não basta que o museu seja acessível se o transporte, as ruas e os restaurantes também não o forem.

Fonte: Manual de acessibilidade para museus

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