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Conhecendo o Museu Casa Guimarães Rosa – Parte 5 – Cordisburgo/MG

No ano de 2012 foi inaugurada a Nova Exposição Permanente do Museu conhecida como “Rosa dos Tempos, Rosa dos Ventos”, que teve como curador o Sr. Leonardo José Magalhães Gomes. Trata-se de evidenciar, por meio de uma nova exposição, a inserção do Museu numa região, que é entendida como cenário e ambiente de experiências vividas e recriadas na produção literária de Guimarães Rosa. À maneira de um portal, o Museu apresenta ao visitante as inúmeras possibilidades de se mergulhar na paisagem do cerrado e na cultura do sertão mineiro.

VENDA DO SEU FULÔ – SALA GRANDE SERTÃO: VEREDAS, ESTAS ESTÓRIAS E AVE, PALAVRA

A Venda do Seu Fulô pai de Guimarães Rosa era conhecida como venda de secos e molhados porque ali se vendia de tudo um pouco. Sua reconstituição seguiu os moldes das antigas vendas do interior de Minas Gerais. Na venda encontramos uma infinidade de objetos que fazem referência ao ambiente do sertão mineiro e de sua gente: celas, cangalha, estribos, arreios, brinquedos, bacias, tecidos, rede, bonecas de pano, latas de leite, túia de colocar mantimentos, rádio, panelas de barro, bruacas, malas de couro e etc.

Venda do Seu Fulô – Sala Grande Sertão: Veredas, Estas Estórias e Ave, Palavra – Foto: Ronaldo Alves

Este local foi de grande importância para o escritor que quando criança ajudava o seu pai a atender os clientes. Com isso, o menino Joãozito, ficava atento às conversas e estórias que eram contadas pelos moradores locais, viajantes, tropeiros dentre outros que passavam por ali.

Posteriormente já como escritor, Guimarães Rosa vai transportar esses personagens com suas estórias e causos para seus livros. Hoje, a Venda do Seu Fulô é dedicada aos livros Grande Sertão: Veredas publicado em 1956; Estas Estórias publicado em 1969 e Ave, palavra publicado em 1970.

Venda do Seu Fulô – Sala Grande Sertão: Veredas, Estas Estórias e Ave, Palavra – Foto: Ronaldo Alves

Temos também o Manto do Vaqueiro que é a representação do sertão mineiro, uma homenagem aos nossos vaqueiros, personagens tão importantes na história do Brasil e também uma possível leitura da literatura de João Guimarães Rosa, mas acima de tudo é a experiência coletiva  de tecer  e compartilhar a criação de uma obra bordada por muitas mãos a partir de muitas e  muitas  histórias. O Manto foi bordado por aproximadamente duzentas pessoas. A capa partiu da cidade de São Paulo e viajou por Cordisburgo, Andrequicé, Três Marias e Morro da Garça.

Venda do Seu Fulô – Sala Grande Sertão: Veredas, Estas Estórias e Ave, Palavra – Foto: Ronaldo Alves

COZINHA – SALA PRIMEIRAS ESTÓRIAS E TUTAMÉIA

A cozinha mantém as mesmas características da época da infância de Guimarães Rosa, como o chão de tijolinhos, o fogão à lenha e vários utensílios domésticos que eram utilizados no dia-a-dia: panelas de ferro, ferro a brasa, colheres de pau, gamela, lamparinas, tacho de cobre, panelas de barro, raladores e vários outros objetos. Destacam-se também o pilão usado para pilar arroz e milho, o armário de madeira conhecido como “guarda-comida” e o baú de madeira que era utilizado para guardar os mantimentos.

Cozinha da Casa – Sala Primeiras Estórias e Tutaméia – Foto: Ronaldo Alves

Atualmente a cozinha da casa é conhecida como sala Primeiras Estórias e Tutaméia que dão nome a dois livros que foram publicados antes da morte de Guimarães Rosa: Primeiras Estórias publicado em 1962 e Tutaméia em 1967, ano de seu falecimento.

Cozinha da Casa – Sala Primeiras Estórias e Tutaméia – Foto: Ronaldo Alves

INFORMAÇOES:

Horário de Funcionamento:

De terça-feira a domingo das 09h30min às 17h

Museu Fechado:

No último domingo de cada mês, natal, réveillon e carnaval

CONTATOS:

Museu Casa Guimarães Rosa – Avenida Padre João, 744, Cordisburgo/MG – CEP: 35780-000

Tel: (31) 3058-1587 / E-mail: museuguimaraesrosa@secult.mg.gov.br

Instagram: instagram.com/museuguimaraesrosa

Facebook: facebook.com/museucasaguimaraesrosa.mg

Youtube: youtube.com/c/MuseuCasaGuimarãesRosa

Museu Casa Guimaraes Rosa

O Museu Casa Guimarães Rosa/MCGR, vinculado à (DIMUS) Diretoria de Museus da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, foi idealizado no contexto de dois acontecimentos: o falecimento repentino de João Guimarães Rosa em 19 novembro de 1967 e a criação no ano de 1971 do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais – IEPHA/MG. Inaugurado em 30 de março de 1974 na casa onde Guimarães Rosa nasceu e passou sua infância em Cordisburgo, o Museu foi concebido como centro de referência da vida e obra do escritor João Guimarães Rosa.

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