Conheça o Poeta Paulo Ville

Paulo César da Silva Nascimento 18/03/1962 em são Pedro do Ivaí Paraná cursei o ensino médio incompleto sem nenhuma formação acadêmica foi aos 14 anos que tive contato com um poema inesquecível de Reinaldo Jardim a gravura onde escrevi meu primeiro poema e tomei gosto pela poesia logo passei a admirar Vinícius de Moraes e outros onde eu passei a escrever em editais da escola jornalzinho do colégio e o meu me contentava com alguns elogios críticas escrevia então em muros e calçadas de com tijolos de construção e ficava observando o olhar das pessoas admirar mas para o meu desencanto logo a chuva apagava logo veio a vida adulta sem muitos recursos para lhe apoio para tal tenho alguns livros registrado pela Biblioteca Nacional a minha poesia é lírica mas dentro de um contemporâneo sem muitas linguagens técnicas como já falei não tenho formação acadêmica não sou bom em falar do meu trabalho às vezes  sou de causar impacto no que escrevo afinal de contas sou um raio de poeta que prefere falar da desgraça que a vida do jardineiro que dá beleza da rosa .

Foto: Pixabay

Poema Rasgado
Oh lua companheira, inseparável da minha solidão
Puta dos poetas, carregada de dejetos dos astronautas.
Oh lua linda, linda lua
Ilumina os cocós dos ratos nos becos e vielas desta vida breve
Sei que não és virgem
Mas não vejo nisso razão para deixar de amar te
És minha única razão de ser poeta

E conserva ainda a mesma pureza, das entranhas das virgens, pronta a se perder nos braços dos marginais, nas postes bancos das praças nessa noite há também as que se perdem nos carros com bancos reclináveis.
Ilumina as pobres mulheres chamadas prostitutas que ganham o pão com o próprio suor de suas carnes imundas. Ilumina as mães das crianças que dormem sem jantar
É os mendigos das grandes metrópoles, que juntos aos cães que descem dos prédios vivem defecando sobre as calçadas imundas das grandes cidades
Oh lua ilumine a mente dos grandes homens do senado, até os mais indecentes que
decidem sobre nossas vidas.
Oh lua vagabunda, que vive a vagar sobre montanhas e campos de mundo afora nessa terra bendita e cheia de maldições, onde moram os vermes que vivem a espera da nossa carne.
Sobretudo ainda peço que ilumine a vida dessa gente miseráveis que vivem dependuradas nas encostas e morros urbanos prontas a saltar para a morte nas tempestades de verão, pois são ignoradas aos olhos murchos das autoridades.
Oh lua linda, ensina-me a lidar com os meus delírios, enquanto minha alma se farta com tantas blasfema
Oh linda lua, que vive a espiar pelas janelas nossas indecência, ilumina também minha
poesia que se veste de trapos, mas tem alma nobre, ilumina minha dor que não é uma
dor qualquer, que vai além de um órgão doente, ultrapassando as dimensões da mente humana, cuja seu grito atinge a barreira do som, viajando na bagagem do pensamento acompanhada de uma certa nostalgia que muitas vezes toma forma desconhecida e só minha solidão pode acaricia- lá por saber que pertenço a uma casta de pés descalços e muito desvalorizada, mas que carrega a ilusão de que convence o inferno que uma vida após a morte.

Juliana Rangel

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2 Comments

  • Poeta trabalha na dor de sua alma.
    Ótimo poema !!

  • Parabéns por seu trabalho!!

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