Pelos trens de Minas: evento online aborda história das ferroviárias e seus aspectos patrimoniais

Além de pontuar as relações afetivas e identitárias dos mineiros com os trens, serão apresentados destaques do acervo do Museu Ferroviário de Juiz de Fora 

Do transporte de cargas ao de passageiros, os trens fazem parte da história de Minas Gerais. Em 30 de abril, celebra-se o Dia do Ferroviário – uma homenagem à data de inauguração da primeira linha de ferro do Brasil, a Estrada de Ferro Mauá. Para comemorar, a Casa Fiat de Cultura realiza o Encontros com o Patrimônio “Pelos trens de Minas: um passeio pela história ferroviária”, que abordará a história das ferrovias e seus aspectos patrimoniais, bem como a relação dos mineiros com os trens. O convidado será o supervisor do Museu Ferroviário de Juiz de Fora, Marco Aurélio de Assis, que participará de um bate-papo ao vivo com a historiadora e educadora do Programa Educativo da Casa Fiat de Cultura, Ana Carolina Ministério. O evento será realizado no domingo, dia 24 de abril, das 11h às 12h30, com participação gratuita e inscrições pela Sympla.

O bate-papo terá início com breve contextualização sobre as ferrovias pelo mundo. A evolução técnica e tecnológica na Inglaterra entre o fim do século 18 e o início do século 19, influenciada, sobretudo, pela Revolução Industrial, culminou na criação da primeira locomotiva a vapor, em 1804, pelo inglês George Stephenson. “Foi a partir de então que os trens começaram a conquistar o mundo”, aponta Ana Carolina Ministério. Ela relembra que 50 anos mais tarde, em 30 de abril de 1854, foi construída, no Brasil, a primeira ferrovia, obra de Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá. “A história das ferrovias demonstra como o Brasil se inseriu na Revolução Industrial. Elas são símbolos de modernização e desenvolvimento, e marcaram a história política e econômica do país”, ressalta a historiadora. 

Durante o evento, também será abordado como as locomotivas povoam o imaginário dos mineiros e estão presentes na memória afetiva dos moradores mais antigos do estado, já que muitas cidades foram desenvolvidas em torno da rede ferroviária. “Há cidades que surgiram, se expandiram, ou até mesmo deixaram de existir pelas ferrovias. Além de transportar cargas e fazer circular riqueza, os trens aproximaram as pessoas. É a história da mobilidade humana”, evidencia Ana Carolina Ministério. A historiadora ainda irá falar dos aspectos patrimoniais, sobre como esse patrimônio está sendo cuidado, além de revelar algumas curiosidades, como o porquê do “trem” fazer parte do linguajar dos mineiros. 

Marco Aurélio de Assis, que integra a equipe do Museu Ferroviário de Juiz de Fora desde sua fundação,  apresentará os destaques do acervo da instituição. Inaugurado em 2003, o museu possui um acervo de mais de 300 peças sobre a história da ferrovia no município e no Brasil. Neto e filho de ferroviário, ele também recordará a história dos trens em Juiz de Fora e reforçará a importância das ações de educação patrimonial. 

O Encontros com o Patrimônio “Pelos trens de Minas: um passeio pela história ferroviária” é uma realização da Casa Fiat de Cultura e do Ministério do Turismo, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Fiat, do Banco Safra e da Usiminas, e co-patrocínio do Grupo Colorado. O evento tem apoio institucional do Circuito Liberdade, do Governo de Minas e do Governo Federal, além do apoio cultural do Programa Amigos da Casa, da Brose do Brasil e do Instituto Usiminas.  

Convidado “Pelos trens de Minas” | Marco Aurélio de Assis

Fotógrafo, técnico audiovisual, e funcionário público da Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lages (Funalfa), onde trabalha há 38 anos. Exerceu trabalhos na produção de vídeos institucionais e programação de filmes em projetos de exibição, como o Cinema Volante e o Cinema nos Bairros, e na criação de Cineclubes, com destaques o “Cinema Paraíso” e “Cine Maria Fumaça” da extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA).

Neto e filho de ferroviário, em 2003 passou a integrar a equipe do Museu Ferroviário de Juiz de Fora com o objetivo de realizar projetos cinematográficos, como o “Cinema na Estação”, que possibilitou  outras propostas como o lançamento do “Primeiro Livro de Memória Oral da Ferrovia”, que colheu depoimentos de antigos ferroviários, e o “Cineclubinho”, com oficinas de produção audiovisual para crianças. Apaixonado pelo universo museológico, tendo como destaque a higienização do acervo, que lhe rendeu uma homenagem junto ao aniversário de 17 anos do Museu Ferroviário de Juiz de Fora, com a exposição intitulada “Atento”.

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One Comment

  • Boa tarxe!
    Como assitir uma reprise deste evento?
    Grato

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