Parque da Juventude e o antigo Carandiru

O Parque Carandiru se localiza na zona norte da cidade de São Paulo. Sua inauguração ocorreu em 2003, mas a história da região teve início bem antes disso. A Casa de Detenção São Paulo, conhecida como Carandiru, data de 1920 e teve sua trajetória marcada por rebeliões quase sempre muito violentas.

A capacidade máxima do projeto inicial do Carandiru era para 1.200 presos. No entanto, alcançaram esse número nos primeiros anos de funcionamento. Então, na década de 50, houve uma amplicação do complexo para 3.250 detentos. Mas a superlotação e a má administração permaneceram como elementos marcantes da instituição.

Já em 1992, após uma briga no Pavilhão 9, teve início o tão conhecido episódio do “massacre do Carandiru”. Com a entrada da Tropa de Choque da cidade no presídio, sob comando de Ubiratan Guimarães, 111 pessoas morreram oficialmente (mas estima-se que foram mais de 250). O massacre foi um dos catalisadores para a formação da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), que viria a ser um dos problemas de seguranças pública mais complexos de São Paulo.

Ressignificação do Carandiru

Parque da Juventude: Paisagismo como ressignificador espacial | ArchDaily  Brasil
Fonte: ArchDaily

Em 2002, portanto, teve início um projeto para desativar o complexo penitenciário do Carandiru. Assim, o objetivo era transformar a área de cerca de 240 mil m² em um espaço recreativo e cultural, o Parque da Juventude, numa tentativa de ressignificar um espaço antes marcado pela violência. Atualmente, é um dos parques mais frequentados da cidade.

Ele se divide em três áreas principais: o Parque esportivo, o Central e o Institucional. O Esportivo foi o primeiro a construírem e conta com quadras, pistas de skate, vestiários e áreas de descanso. O central consiste de uma área de 95 mil m² de jardins, alamedas e bosques (nele se preserva, ainda, passarelas do antigo presídio). Já o Instituicional é ocupado pela Escola Técnica Estadual (ETEC) que permite o acesso gratuito da população a computadores, cursos, oficinas e à Biblioteca São Paulo.

Que possamos, cada vez mais, transformar espaços marcados pela violência em áreas de incentivo à cultura, à educação e ao lazer!t

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