Motivação nas empresas: Entre o adoecimento silencioso e o respiro da arte

Por Fredi Jon

Motivação nas empresas: Entre o adoecimento silencioso e o respiro da arte

Falar de motivação nas empresas virou quase um jargão corporativo. Multiplicam-se palestras, slogans coloridos, campanhas de “engajamento” e discursos inflamados sobre propósito. Mas, na prática, o que vemos são corredores cheios de gente esgotada, líderes que falam em “cultura de alta performance” enquanto ignoram o custo humano dessa engrenagem, e um índice crescente de profissionais adoecendo em silêncio.

Burnout já não é exceção, é estatística. O medo de falhar, a cobrança constante, a falta de reconhecimento real e a superficialidade das ações de bem-estar transformaram o trabalho em um campo minado emocional. A motivação, tão anunciada nos discursos, esbarra em ambientes onde falta escuta e sobra pressão.

E onde entra a arte nesse cenário?

As serenatas corporativas, que alguns veem apenas como entretenimento, têm um papel revelador: lembram que, por trás de crachás e metas, existem pessoas de carne, osso e emoção. Um violão ecoando entre baias de escritório pode não resolver problemas estruturais, mas cria um instante de humanidade no meio da máquina. E esse instante importa, porque toca o que nenhuma meta toca: a alma.

Mas é preciso frisar: a arte não pode ser usada como maquiagem. Uma canção não substitui uma política de carreira justa. Um aplauso não resolve jornadas abusivas. Uma homenagem não cura assédio. A música deve ser complemento, não desculpa.

O amanhã das empresas

Se seguirmos no mesmo ritmo, daqui a alguns anos teremos ambientes ainda mais mecanizados, onde softwares medem produtividade, mas ignoram humanidade. A motivação será cada vez mais artificial, sustentada por relatórios, bônus e frases prontas, enquanto o adoecimento continuará crescendo.

Mas existe outra possibilidade: empresas que tenham coragem de olhar para dentro, de repensar estruturas e reconhecer que gente não é recurso. Nesse futuro, a motivação será consequência de vínculos reais, de ambientes saudáveis e da valorização do que é humano.

E nesse cenário, a arte continuará indispensável. Porque, quando as máquinas fizerem quase tudo, será a música, a poesia, a emoção de uma serenata que lembrará a todos quem somos e por que vale a pena seguir.

Em vez de espetáculo, essência

A motivação verdadeira não nasce de eventos temáticos, mas de relações autênticas. O bolo de aniversário, a homenagem simbólica e até a serenata são importantes, sim — mas como consequência de uma cultura que já valoriza, e não como maquiagem para esconder o vazio.

O futuro da motivação corporativa passa menos pelo palco e mais pela escuta. Menos pelo discurso pronto e mais pela coragem de transformar estruturas. A arte, quando respeitada nesse processo, continuará sendo um respiro. Não para esconder feridas, mas para lembrar que, antes de profissionais, somos seres humanos.

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