Livro conta a história dos 40 anos da seção de filmes do Arquivo Nacional

Pesquisa revela a importância do setor de audiovisual do Arquivo Nacional, que completa 40 anos em 2022

“Documentos Audiovisuais nos Arquivos: um estudo sobre a trajetória da seção de filmes do arquivo nacional”, lançamento da editora Multifoco, reúne duas paixões do jornalista, diretor e roteirista Walmor Pamplona – filmes e arquivos. O conteúdo do livro é a sua dissertação de mestrado na Escola de Arquivologia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO, no Programa de Pós-Graduação em Gestão de Documentos e Arquivos (PPGARQ), com orientação da Profa. Aline Lopes de Lacerda, da Casa de Oswaldo Cruz.

O livro chega ao público em um momento de muitas comemorações: os 40 anos da Seção de Filmes do Arquivo Nacional e os 10 anos do mestrado em Arquivologia da UNIRIO, o único no Brasil. Além disso, a Universidade será sede da VII Reunião Brasileira de Ensino e Pesquisa em Arquivologia 2022 (REPARQ), de 20 a 23 de junho, que tem como tema dessa edição “Arquivos, democracia e justiça social”. Não por acaso, Walmor assina também a direção do filme comemorativo dos 10 anos do mestrado, que será exibido na abertura da REPARQ.

O Arquivo Nacional faz parte da Federação Internacional de Arquivos de Filmes (FIAF), assim como a Cinemateca Brasileira e a Cinemateca do MAM, e é, junto com essas instituições e o CTav – Centro Técnico Audiovisual, um dos guardiões da história do audiovisual brasileiro. A sua Seção de Filmes, criada em 1982, preserva obras cinematográficas, em diversos formatos, como os Cinejornais da Agência Nacional, acervos privados, doados por empresas e pessoas físicas, e filmes de produtores, como a L. C. Barreto, Nelson Pereira dos Santos, entre outros, em regime de comodato, desde 2002.

Pamplona reuniu registros documentais tradicionais, como relatórios e bases de dados, a relatos inéditos de profissionais que iniciaram esse trabalho e que contaram detalhes do funcionamento do arquivo, além de histórias cheias de afeto e comprometimento. “A reunião dessas duas fontes permite, além de dar uma visibilidade maior à formação do acervo audiovisual da mais importante instituição arquivística do Brasil, permite também, de forma muito clara, perceber os desafios dessa trajetória, como também os desafios a serem enfrentados, especialmente no momento em que a produção de registros audiovisuais cresce de forma muito rápida com a diversidade tecnológica, mas sem negligenciar os registros audiovisuais feitos desde os primórdios do Cinema e da Televisão”, comenta Mauro Domingues, fotógrafo e arquivista especialista em preservação audiovisual.

Rafael de Luna Freire, do Programa de Pós-Graduação em Cinema e Audiovisual da UFF, destaca que “ao analisar detalhadamente a criação da Seção de Filmes do Arquivo Nacional, o autor ilumina um período menos estudado dessa história, localizado entre o auge da Cinemateca do MAM como berço da cinefilia, nos anos 1960 e 1970, e os grandes investimentos do Governo Federal na Cinemateca Brasileira, nos anos 2000”.

A dissertação de mestrado de Pamplona não só virou livro como o levou à Universidade de Coimbra para um Doutorado em Ciência da Informação e à produção de um filme de arquivo de longa-metragem sobre o bicentenário da Independência, com apoio da FAPERJ. Será o segundo documentário de Walmor que estreou neste formato com Mulatas! Um tufão nos quadris (2011).

Sobre o autor

Walmor Martins Pamplonaé graduado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (Escola de Comunicação/UFRJ) e em Arquivologia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Escola de Arquivologia/UNIRIO); mestre em Gestão de Documentos e Arquivos pelo PPGARQ/UNIRIO. Roteirista, diretor, redator publicitário e jornalista, tem mais de 30 anos de atuação na Comunicação, dos quais 25 anos dedicados à atividade audiovisual. Foi diretor de programa e autor-roteirista da TV Globo, e diretor do documentário de longa-metragem Mulatas! Um tufão nos quadris (2011), exibido em festivais no Brasil e no exterior. O filme foi licenciado para a TV Globo Internacional (exibido em Lisboa, Paris e NY) e para o Canal Brasil (2012-2017).

Documentos Audiovisuais nos Arquivos: um estudo sobre a trajetória da seção de filmes do arquivo nacional

Autor: Walmor Martins Pamplona

Editora: Multifoco

394 páginas.

Fonte, texto : UNIRIO

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