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Estátuas que contam a história da Cidade de SP pelo Qrcode

A resposta a essa pergunta um tanto inusitada originou a Cidade Que Fala, um projeto que visa revelar aspectos importantes da narrativa histórica por meio de personagens reais e estruturas básicas. Áudio de atores e atrizes mostrarão a vida de pessoas que desempenham papéis importantes na formação da maior cidade do hemisfério sul. Da mesma forma, descreverão diferentes aspectos do cotidiano do período básico de implantação da cidade de São Paulo. A Cidade Que Fala oferece gratuitamente conteúdos sobre a vida dos personagens retratados na estátua ou relacionados a monumentos e edifícios de grande relevância para o desenvolvimento histórico e cultural do Brasil e do governo municipal.

Cidade Que Fala disponibiliza gratuitamente o conteúdo de vida dos personagens retratados na estátua, ou relacionado a monumentos e edifícios de grande relevância para o desenvolvimento histórico e cultural do Brasil e do governo municipal. A informação é explicada por atores e atrizes de radiodifusão, que desempenham papéis e contam histórias verdadeiras na primeira pessoa, descrevendo assim como o cotidiano paulista tem sido vivido em diferentes momentos importantes nos cinco séculos desde a fundação de São Paulo. Os Jesuítas (Ceégios de São Paulo) até a formação da metrópole. As obras artísticas realizadas pelos atores podem ser ouvidas nos celulares de todos os interessados.

Para acessar o conteúdo de áudio, a pessoa deve usar um leitor de código QR, que pode ser usado no dispositivo ou em aplicativos gratuitos para sistemas operacionais iOS e Android (o Facebook inclui um leitor de código QR). Uma placa de acrílico é afixada na frente de cada edifício com um código específico para acessar o conteúdo relacionado à vida, obra e histórico de cada personagem em destaque. Por exemplo, dessa forma, uma estátua vai relatar o cotidiano da cidade de São Paulo, como os fatos relevantes mudaram o destino dos paulistanos ou como os personagens pensam sobre os processos sociais e culturais dos quais participam? Os personagens sempre tomam a perspectiva da primeira pessoa e têm a oportunidade de contextualizar e interpretar fatores de fundo, políticos, sociais e geográficos, vitais para o desenvolvimento de São Paulo.

ESCULTURAS

Mãe Preta
Local: Largo do Paissandu
Personagem: Mucama relembra as amas de leite no período da escravidão. Conta um pouco da história do largo do Paissandu, com a temática do circo.

O Menino e o Peixe
Local: Parque da Luz
Personagem: Menino conta a história do Parque da Luz na década de 1910, quando foi “morar” no parque. Ele fala sobre as pessoas que chegavam a SP (imigrantes e migrantes) pela Eestação da Luz.

Glória Imortal (escultura no Pátio do Colégio)
Local: Pátio do Colégio
Personagem: Padre Manoel da Nóbrega fala sobre a construção do Colégio São Paulo, marco da fundação da cidade. Ele comenta sobre o modo de vida dos índios que viviam na região.

Adoniran Barbosa
Local: Praça Dom Orione
Personagem: Adoniran Barbosa comenta a característica do Bixiga, berço do samba paulistano e também bairro reconhecido por seus imigrantes italianos.

Monumento aos 50 anos da Imigração Lituana
Local: Praça República Lituana
Personagem: Imigrante lituano contando sobre a chegada em SP e a relação com a Igreja São José de Vila Zelina.

Contando a Féria
Local: Praça João Mendes
PERSONAGEM: Criança conta sobre as condições de trabalho do início do século XX, o trabalho dos engraxates e jornaleiros e a relação com o local em que a obra está inserida, que era o ponto de encontro destes jovens trabalhadores.

Monumento à Independência
Local: Parque da Independência
Personagem: Dom Pedro I fala sobre o local onde teria proclamado a independência em 1822.

Marco Zero
Local: Praça da Sé
Personagem: O jornalista Américo R. Neto, membro da Associação Paulista de Boas Estradas, conta sobre a proposta de se retomar a ideia de um marco zero para a cidade. Ele falando no triângulo histórico e explica a importância da área onde se originou a cidade.

Mãe
Local: Parque Buenos Aires
Personagem: Uma mulher contando sobre a história do Parque Buenos Aires e, consequentemente, do bairro de Higienópolis (um dos primeiros planejados da cidade), e a relação da obra com o local que foi apelidado de “Praça das Mães” onde babás e mães brincam com as crianças.

Joaquim Eugênio Lima
Local: Parque Trianon
Personagem: Joaquim Eugênio Lima fala sobre a idealização e a construção da Av. Paulista.

Carolina Ribeiro
Local: Praça da República
Personagem: Carolina Ribeiro conta sobre o período em que foi diretora da escola Caetano de Campos e como era a praça da República.

EDIFÍCIOS

Igreja de São Miguel
Local: Praça Padre Aleixo Monteiro Mafra
Personagem: Jesuíta fala um pouco do porquê da construção da capela e que hoje a região abriga vários migrantes.

Pilares da Marquise do Parque Ibirapuera
Local: Av. Pedro Álvares Cabral
Personagem: Manequinho Lopes conta a história do Parque Ibirapuera.

Mercado Santo Amaro
Local: Praça Dr. Francisco Ferreira Lopes, 434
Personagem: Imigrante Alemão fala sobre a visão da cidade e seus habitantes no século XIX.

Estação Brás e Largo da Concórdia
Local: Largo da Concórdia
Personagem: José Brás, um português dono de terras, conta que mandou construir a capela do Senhor Bom Jesus do Matosinhos, a matriz do bairro. Ele diz que a capelinha, demolida em 1904, foi substituída pela atual igreja do Brás.

Igreja Rosário dos Homens Pretos da Penha
Local: Largo do Rosário, s/n
Personagem: Um morador conta como era uma congada feita pelos escravos ligados à Irmandade de Nossa Senhora do Rosário na metade do século XVIII. Ele diz que homens brancos acudiam aos arredores da Igreja para assistir às tradicionais festas de Congos.

Museu da Imigração
Local: Rua Visconde de Parnaíba, 1316
Personagem: Um imigrante conta sobre as promessas que ouviu na Itália sobre a vida no Brasil e sua decepção quando aqui chegou. Ele diz que mudou seus planos para conseguir sobreviver.

Igreja Nossa Senhora do Ó
Local: Largo da Matriz de Nossa Senhora do Ó, s/n
Personagem: O bandeirante Manuel Preto conta como era a aldeia de índios próxima a Piratininga onde hoje se situa a igreja. Ele diz que em 1618 mandou construir uma capela que foi a primeira de uma série de construções religiosas no mesmo local.

Casa do Sertanista / Casa Bandeirista
Local: Praça Ênio Barbato, s/n – Rua Iguatemi, 1-47
Personagem: O português Alfonso Sardinha conta que mandou construir a casa em terras conhecidas como Uvatantan, que em tupi guarani significa “terra duríssima”. Ele diz que hoje a região é conhecida como Butantã e explica que a casa é um remanescente das construções paulistanas do período colonial, conhecidas pela arquitetura marcante da época, com paredes feitas de taipa de pilão e pé-direito alto.

Mercado da Lapa
Local: Rua Herbart, 47
Personagem: Repórter de rádio conta como foi a inauguração do mercado, no dia do suicídio de Getúlio Vargas, em 24/8/1954. Ele diz que o foguetório de inauguração foi cancelado por causa do luto e que os Europeus eram maioria entre os donos dos primeiros boxes.

Instituto Oscar Freire
Local: Rua Teodoro Sampaio – Pacaembu
Personagem: Dr. Arnaldo conta sobre a realidade brasileira na área de saúde no começo do Século XX. Ele diz que a República foi instalada no Brasil logo que chegou a São Paulo após formar-se médico na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e conta um pouco sobre porque se tornou um médico reverenciado na cidade.

Fonte: https://somsa.com.br/qrcode-cidade-que-fala/

Foto de Capa: prefeituras de sp

Juliana Rangel

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