ONU lança página em português sobre escravidão e comércio transatlântico

📚 ONU lança página em português sobre escravidão e o comércio transatlântico de pessoas escravizadas

As Nações Unidas lançaram uma nova página em português dedicada à preservação da memória, à educação e à conscientização sobre a escravidão, o comércio transatlântico de pessoas escravizadas e seus legados.

🌍 A iniciativa amplia o acesso, para milhões de pessoas falantes de português, a conteúdos sobre a história do comércio transatlântico, as formas de resistência e as contribuições históricas, culturais e sociais das populações africanas e afrodescendentes.

Segundo a UNESCO, cerca de 12,5 milhões de africanos e africanas foram deportados à força por meio do comércio transatlântico entre os séculos XVI e XIX. Estima-se que aproximadamente 5 milhões tenham sido levados para o Brasil, tornando o país o principal destino desse sistema de exploração humana nas Américas.

Mais do que recordar o passado, a página propõe refletir sobre seus legados no presente, especialmente as relações entre escravidão, racismo, desigualdades e discriminação racial.

Entre os destaques está a Arca do Retorno, memorial permanente instalado na sede da ONU, em Nova York, dedicado às vítimas da escravidão e do comércio transatlântico de pessoas escravizadas. O memorial convida os visitantes a refletirem sobre a história e sobre a permanência do racismo e da discriminação.

🎓 O novo portal reúne recursos educativos, materiais multimídia e conteúdos sobre memória, direitos humanos, igualdade racial e justiça histórica, além de informações sobre iniciativas das Nações Unidas.

A página também apresenta conteúdos relacionados ao Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão e do Comércio Transatlântico de Pessoas Escravizadas, celebrado em 25 de março.

Como afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres:

“O tráfico transatlântico de pessoas escravizadas foi um crime contra a humanidade que atingiu o cerne da dignidade humana, separou famílias e devastou comunidades.”

Conhecer essa história é também compreender o presente. Preservar a memória é uma forma de enfrentar o racismo e construir sociedades mais justas, inclusivas e equitativas.

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Fonte e foto: ONU Brasil Foto: © ONU/Mark Garten.

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