Ladeiras, mulheres e música: Nada delas fica pelo caminho

Por Fredi Jon

Fredi Jon já enfrentou chuva, atraso e até corda rebelde. Mas naquela noite o desafio tinha CEP: Pinhalzinho.

O convite era para uma festa de empresa em uma casa no alto de ruas irregulares, esburacadas e tão íngremes que até o GPS parecia rezar antes de recalcular a rota. Cada buraco era quase uma cratera filosófica. Fredi subia devagar, conversando com o volante como quem conversa com um cavalo cansado: “Calma, meu amigo, arte exige esforço.”

No meio do caminho, pensou em desistir? Pensou. Mas também pensou que homenagear mulheres fortes não combina com desistência no asfalto.

Ao chegar, o dono da casa abriu o portão com alívio de quem vê milagre:
“Rapaz, você conseguiu! O bolo encomendado não chega aqui faz três aniversários!”
Fredi riu: “Então hoje a música chegou antes do açúcar.”

Lá dentro, a festa já pulsava. Funcionárias de diferentes setores, histórias e temperamentos. Não era apenas confraternização; era reconhecimento.

Primeiro acorde. Olhos atentos.

Marina, do financeiro — guardiã das contas e da sanidade coletiva. Mulher que transforma números em segurança e caos em planilha.
Patrícia, da logística — estrategista das rotas invisíveis, capaz de fazer prazos impossíveis parecerem combinados com o tempo.
Luciana, do atendimento — especialista em ouvir o que não foi dito e resolver o que ninguém quer assumir.
Sueli, da produção — força silenciosa que sustenta resultados sem precisar de aplauso diário.
Carla, da liderança — firme sem perder a ternura, exigente sem perder o cuidado.

Entre uma homenagem e outra, Fredi brincou:
“Se essas ruas representam os desafios da empresa, vocês já estão no topo do Everest corporativo.”

Risos. Mas também silêncio respeitoso. Porque ali havia verdade.

Ele refletiu em voz alta:
“Subir aquela ladeira me ensinou algo. Quanto mais difícil o caminho, mais a chegada tem valor. E vocês são a prova de que competência não faz barulho — faz resultado.”

A cada nome citado, uma história se revelava. Não eram apenas cargos. Eram mães, filhas, líderes, amigas. Mulheres que enfrentam trânsito, metas, cobranças e ainda assim encontram energia para celebrar.

No final, alguém comentou:
“Se o bolo não sobe, a gente busca. Mas hoje a serenata subiu.”

Fredi sorriu. Pensou que talvez a vida seja assim: há endereços que testam nossa paciência, ruas que desafiam nossa habilidade. Mas quando a intenção é honrar quem faz diferença, cada buraco vira parte da narrativa.

Pinhalzinho ficou para trás na descida — menos assustador agora. Porque ele entendeu que o maior obstáculo não era a ladeira. Era não reconhecer o valor de quem sustenta a subida todos os dias.

E naquela noite, a música chegou onde o bolo não chegava.

E isso já era doce o bastante.

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Fredi Jon – O Cantador de Histórias reúne relatos reais vividos ao longo de 25 anos de serenatas, encontros e música. Entre noites inesquecíveis, surpresas românticas, momentos engraçados e situações emocionantes, o autor compartilha experiências marcantes que só quem vive a música tão de perto poderia contar.

Cada história revela bastidores curiosos das serenatas, mostrando como a música é capaz de aproximar pessoas, despertar sentimentos e criar memórias que ficam para sempre.

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